Prudentópolis: criança de 11 anos suplicou pela vida com arma calibre 12 apontada para a cabeça
Menino baleado na perna terá que passar por enxerto; menina de 11 anos segue na UTI com projétil alojado no crânio
03/01/2026 03h08
Um ataque armado contra uma família na localidade de Terra Cortada, na zona rural de Prudentópolis, resultou na morte de uma bebê de nove meses e deixou outras oito pessoas feridas. O crime ocorreu na madrugada de sábado (27) e teria como alvo principal uma jovem de 25 anos, ex-companheira de um dos atiradores, de 28 anos, que não aceitava o fim do relacionamento.
Durante a invasão à residência, um menino de 11 anos viveu momentos de terror ao ter uma arma calibre 12 apontada para a cabeça. Em desespero, ele teria suplicado: “por favor, não me mate, tio, eu te amo”. O homem citado seria o ex-companheiro da mãe. Mesmo após o apelo, o criminoso efetuou um disparo que atingiu a perna da criança, que agora deverá passar por procedimento cirúrgico com enxerto.
Na mesma noite, a mãe do menino, uma jovem de 25 anos, tentou fugir com a filha de nove meses nos braços, correndo em direção a uma área de mata para escapar dos tiros. Durante a tentativa de proteção, a bebê acabou morrendo por asfixia, conforme indicaram exames preliminares. Comentários apontam que a mulher está muito abalada, em estado de choque, sob medicação, e que estaria grávida.
Além do menino ferido na perna, uma menina de 11 anos permanece internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com um projétil alojado no crânio. A outra criança atingida por estilhaços no rosto já recebeu alta hospitalar.
Além das três crianças feridas, outros cinco adultos também foram atingidos durante o atentado, sofrendo ferimentos em braços, pernas e ombros.
Informações apuradas indicam ainda que o atirador que não aceitava o fim do relacionamento seria usuário de drogas e que, naquela noite, estaria bastante alucinado.
Os dois principais suspeitos do ataque foram presos ao longo da última semana e permanecem à disposição da Justiça, respondendo por homicídio qualificado, tentativa de feminicídio e tentativas de homicídio. O pai do atirador também chegou a ser detido por posse ilegal de arma, mas foi liberado após a polícia descartar a participação direta dele no ataque.
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