Manifestação no HRG está mantida para o dia 2 de junho; sindicato afirma que comunicados oficiais já foram entregues e profissionais denunciam ameaças

30/05/2026 01h54

Após reuniões sem acordo com a gestão, trabalhadores seguem mobilizados, denunciam pressão durante as negociações e informam que denúncias estão sendo encaminhadas ao Ministério Público

A mobilização dos profissionais do Hospital Regional de Guarapuava (HRG) segue mantida para a próxima segunda-feira, 2 de junho. A informação foi confirmada após novos desdobramentos envolvendo as negociações entre os trabalhadores e a empresa responsável pela gestão da unidade.
Em áudio encaminhado aos profissionais, o advogado do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Guarapuava e Região, Victor Andrade, informou que todos os comunicados necessários para a paralisação e manifestação já foram oficialmente entregues aos órgãos competentes.
Segundo ele, os documentos foram protocolados e receberam ciência dos destinatários.
“Todos os comunicados da paralisação foram devidamente entregues e receberam ciência de cada órgão. O único que rejeitou foi o Herbert, mas consegui assinatura de duas trabalhadoras que estavam no local e assinaram como testemunhas. Ou seja, o nosso ato está viabilizado”, afirmou.
Ainda de acordo com Victor Andrade, os veículos de comunicação também foram oficialmente informados sobre a mobilização dos trabalhadores.

Sindicato orienta profissionais a não realizarem negociações sem representantes

No mesmo comunicado, o advogado orientou que os trabalhadores não participem de conversas individuais ou reuniões em pequenos grupos sem a presença de representantes da entidade sindical.
Segundo ele, qualquer nova tentativa de negociação deverá contar com acompanhamento do sindicato.
“A partir de agora vocês não devem conversar individualmente ou até mesmo em grupos. Todas as conversas que tiverem que ser feitas precisam ter o representante da entidade sindical. Se qualquer membro da entidade sindical não puder comparecer, a conversa será adiada”, orientou.
O advogado também afirmou que, caso ocorram novas situações semelhantes às relatadas pelos trabalhadores durante reuniões anteriores, a entidade deverá ser comunicada imediatamente.

Profissionais afirmam estar denunciando ameaças ao Ministério Público

Outra informação repassada à reportagem é que trabalhadores afirmam estar formalizando denúncias junto ao Ministério Público.
Segundo os relatos, os profissionais alegam estar sofrendo ameaças durante o processo de negociação envolvendo o pagamento do piso salarial da enfermagem e os avisos prévios comunicados pela empresa.
“Estamos realizando denúncias no Ministério Público porque estamos sofrendo ameaças”, relataram os trabalhadores.
As denúncias deverão ser analisadas pelos órgãos competentes.

Vereadora Professora Terezinha confirma presença na manifestação

Ainda conforme os profissionais, a vereadora Professora Terezinha (PT) confirmou presença na manifestação pacífica marcada para a próxima segunda-feira (2).
O ato está programado para ocorrer em frente ao Hospital Regional de Guarapuava, a partir das 13h.
Um cartaz que circula nas redes sociais convida profissionais da saúde, familiares, pacientes e apoiadores a participarem da mobilização.
O convite informa:
“Venha participar
MANIFESTAÇÃO PACÍFICA
Neste dia 02 de junho de 2026 vamos juntos fazer uma manifestação em frente ao Hospital Regional, a partir das 13h.”

Impasse continua

A manifestação ocorre após uma série de reuniões sem acordo entre os trabalhadores e a empresa CIS.
Os profissionais afirmam que rejeitaram propostas que previam o parcelamento dos valores atrasados do piso salarial sem a atualização do salário registrado na carteira de trabalho.
Segundo relatos encaminhados à reportagem, a última proposta apresentada aos trabalhadores previa a manutenção dos contratos com pagamento dos atrasados em seis parcelas, porém sem o registro do piso salarial na carteira de trabalho. A proposta foi rejeitada pela categoria.
Até o momento, a empresa não se manifestou publicamente sobre as novas alegações apresentadas pelos trabalhadores.
A reportagem do Agora Notícias segue acompanhando o caso e mantém o espaço aberto para manifestação da empresa, da direção do hospital e dos órgãos citados pelos profissionais.

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